
A nova frase da campanha de Alckmin, em São Paulo, afirmando que' com Lula tudo bem, o problema é o PT', guarda inequívoca similitude com alguns intelectuais que asseguram que há necessidade de se reconstruir a esquerda, por conta de uma suposta cooptação de movimentos sociais e da militância por parte do governo petista. Há um tipo de análise da consolidação do sistema político-partidário brasileiro que, por operar no campo estéril da lógica binária, impossibilita a compreensão da dinâmica dos partidos, seus movimentos contraditórios, suas crises e recuperações. É um tipo de raciocínio que, esbarrando em oposições excludentes, não consegue avançar para além dos sofismas, tanto à direita quanto á esquerda.
O protagonismo do Partido dos Trabalhadores incomoda tanto o campo conservador que, há anos, sentencia o fim do seu capital político, quanto certos setores de uma esquerda que mescla, em doses desiguais, oportunismo e ingenuidade.
A nova frase da campanha de Alckmin, em São Paulo, afirmando que' com Lula tudo bem, o problema é o PT', guarda inequívoca similitude com alguns intelectuais que asseguram que há necessidade de se reconstruir a esquerda, por conta de uma suposta cooptação de movimentos sociais e da militância por parte do governo petista. Judicativos, asseveram que é necessário que alguém precise continuar dizendo que a combinação de um modelo excludente com políticas compensatórias não pode ser o projeto de uma esquerda séria. O problema aqui não padece apenas de incapacidade de análise de conjuntura, mas de uma inacreditável perda de memória do passado recente.
É bom recordar que o Partido dos Trabalhadores surgiu rompendo duas tradições: não nasceu dentro do Estado ou por iniciativa dele. Pelo contrário, sua criação se dá contra o aparato estatal e possibilita uma inédita articulação entre a política e a questão social. Foi a primeira experiência bem-sucedida de uma organização que, ao contrário de conhecidos arranjos, não nasceu de cima para baixo, mas da auto-organização da classe trabalhadora, impulsionada pela esquerda católica e por uma parcela expressiva dos que participaram da luta armada contra a ditadura militar.
Mudanças de curso, necessárias para se adequar ao capitalismo pós-industrial, não configuram perda de identidade ou efetividade política. Quem não consegue compreender a diferença entre o atual governo e o anterior no que diz respeito às prioridades na utilização do poder político e fiscal do Estado, deve atribuir a popularidade do presidente a um fenômeno que mistura a dimensão do carisma com uma perda generalizada de consciência política. E isso nada mais é que indigência analítica movida por má-fé.
Imaginar que o PSOL, nascido de uma dissidência parlamentar, pudesse se constituir em um real espaço de construção dos muitos embates que a classe trabalhadora tem pela frente, só revela o perigo que o desejo, quando confundido com a realidade, pode trazer. É a demonstração cabal de como um sonho - de gente, diga-se, muitas vezes bem intencionada – pode se transformar no seu oposto. Em um udenismo que não ousa dizer o nome. 'Uma falsificação' que se apresenta como 'trincheira',' lugar de resistência.'
E o que dizer do tucanato? Outra dissidência parlamentar que, sem base sindical ou uma história de luta de seus quadros mais orgânicos, se apresentou nos anos 1980, como a 'social-democracia brasileira'. Chegando ao poder, sucateou o patrimônio público, apostou em um ambiente institucional em que o Estado garantiria a 'expectativa racional' dos possuidores de riqueza.
Vamos, de uma vez por todas, demarcar o que é o campo democrático-popular. Dele fazem parte o PT, o PC do B, PDT e PSB. O restante, em um sistema partidário cada vez mais estabilizado, está no pólo oposto, como linha auxiliar do neoliberalismo do PSDB. Com Lula, tudo bem. Com o PT, também. Não é hora de aventuras.
* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Com Lula, tudo bem. Com o PT, também. Não é hora de aventuras.*
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
A gente também faz cinema
Lembro que em 2003 fazíamos, nós do Movimento Estudantil da UFSM, uma manifestação no Santa Maria Shopping porque o filme "O homem que copiava", de Jorge Furtado, ficou apenas dois dias em cartaz. Conversamos com a gerente das salas de cinema e ela argumentou: "Ninguém vem assistir filme brasileiro, o povo gosta de coisas de Hollywood".
Realmente o público não tinha prestigiado o filme brasileiro. Porém, as sessões não lotavam também com o "Homem-Aranha" e nem com as outras bobagens que passava na época naquelas salas. Tanto é verdade que as salas de cinema de Santa Maria chegaram a fechar as portas por vários meses no ano passado.
Hoje o cinema brasileiro é mais produzido, o áudio e as imagens são melhores e o roteiro é mais elaborado. Também, hoje se tem mais incentivo à produção cultural do que há oito anos atrás e isso é mais que verdade.
Em 2003 também foi o ano que "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, chegou ao quase Oscar. Cheguei a participar de um debate acalorado na Universidade de Udine (Itália) sobre filmes estrangeiros e um dos mais polêmicos era o nosso brasileirinho.
O que mais gosto é que os filmes fogem um pouco dos romances e das elites mostradas nas nossas novelas e retratam um pouco mais da realidade brasileira. Mas estas sim são famosas e admiradas em várias partes do mundo. Em Cuba já passou "A próxima vítima" , "Quatro por quatro" e outras tantas e são mais bem quistas que as mexicanas (que são muito aquém das nossas) que passam no Brasil.
Hoje a gente já consegue escutar: "vamos ao cinema, está passando um filme brasileiro legal". Antes quando a gente convidava para assistir um filme brasileiro era perigo perder a cia para o filme.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
O homem lúcido
Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura.
A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis.
O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento de Deus, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria.
Texto Caldaico do VI século a.c.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Distância
Hoje recebi uma ligação maravilhosa. Amigo querido!Amado!
Tenho certeza que esta amizade é ad eterno!
Relembramos as coisas vividas, as risadas, os sorrisos, as bebedeiras, contamos nossas angustias atuais, as preocupações, os sonhos, os planos, os desejos. Gostoso demais.
Esta é uma das coisas que mais gosto, que mais tenho prazer: receber ligações de entes queridos.
Certo dia, talvez já tenha escrito algo sobre isso neste blog, eram 4horas da manhã e toca meu celular a cobrar. Acordo meio “grog” de sono e me assusto, era meu irmão me ligando. Problema: foi o que pensei que fosse.
Atendo e ele diz: “Mana, é só pra te dizer que te amo e que estamos aqui eu e a Dani tomando uma cerveja e lembrando de ti! Queríamos que tu estivesse com a gente!”.
A felicidade foi tamanha que devo ter dormido a noite toda com um sorriso no rosto.
Nesta mesma semana meus amigos de Santa Maria me ligaram a noite: “Jê, estamos todos aqui escutando uma MPB e tomando uma cervejinha!Está tocando a tua música e lembramos de ti! Só falta tu!”
Tem coisa melhor que isso?Não! Ou melhor, tem sim. Melhor que sentir saudades e escutar que sentem a nossa falta é matar a saudade de todos.
Saudades, saudades, saudades!Saudades dos meus amigos de longe!!!
E agora?
Mas e se fosse algo urgente?e se tivesse morrido alguém? Ou alguém-querido estivesse precisando de ajuda?
Enfim, retorno no dia seguinte. Preocupação confirmada. É de ajuda que precisa.
Ligo, converso, pede ajuda, choro e choro, palavras de consolo, palavras de carinho, pedidos de desculpas, soluços, silêncio, então: “vêm pra cá?”.
Desligo o telefone, caio no choro. E se? E se? Mas e se?E agora?
Será que não vou me arrepender depois?Será que vou conseguir? Será que dou conta?
Várias perguntas sem respostas!
Olhos molhados, mente a mil, mãos que tremem, coração que aclama, que aperta, que torce, que reza, que espera, que acredita, que tem fé.
Noite mal dormida, sono que não vem. Pensamento nas tantas possibilidades, soluções e principalmente no problema.
Passado uma semana, acordo confiante. Vai dar certo. Vai ser difícil? Talvez!Mas vai dar certo!
Se não fosse para dar certo com certeza não teria tocado meu celular aquela noite.
Fale Conosco
Estas dúvidas muitas vezes são inocentes, para não dizer, óbvias, outras intrigantes, outras renovadoras, outras inovadoras e ainda tem aquelas engraçadas e até umas revoltantes se apresentam.
Uma vez lendo aqueles e-mail’s/piadas enviadas por amigos, dei muita risada quando o cara contava sobre as visitas e assessorias técnicas que prestava na área de informática.
Esta semana mudei de sala e tiveram que configurar meu computador novamente na impressora. Já tinham configurado e eu na correria do cotidiano do trabalho não conseguia imprimir. Chamei o técnico de maneira “urgente”, como quase todos os e-mails’s que leio e respondo do Fale Conosco.
Chega o técnico em minha sala, liga a impressora e me solicita para “tentar” imprimir novamente. Me senti dentro da piada contada pelo técnico do e-mail recebido por amigos.
Nestas horas a gente percebe o quão boba, desligada ou, porque não dizer, ignorante que podemos ser. Ignorante no sentido de ignorar, de não ter conhecimento da questão, não no sentido de ser estúpido.
Hoje li um e-mail de um senhor do norte e ele pedia urgentemente por informações que já estão disponíveis no site do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral do Partido dos Trabalhadores) há meses. Ele escrevia vosseis para vocês, veriadoura para vereadora, mandaci para mandassem, acina para assina. Confesso que dei risada de seus erros e depois me envergonhei por ter rido da simplicidade do Senhor de 73 anos.
E neste complexo todo de tecnologia e internet a gente vai tentando mudar o mundo.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Quero o cheiro de fruta madura!
Ponto para a pontuação!
Show da língua portuguesa!
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta.Escreveu assim:"Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta Do padeiro nada dou aos pobres."Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga aConta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aConta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez estainterpretação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aConta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história:'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.E isso faz toda a diferença... '
terça-feira, 3 de junho de 2008
Saudades a gente só tem de quem a gente gosta!
Cuidado com seus desejos: eles podem se realizar!
A gente comenta que quando acontece alguma coisa ruim vem várias juntas. Quem sabe....
Quem sabe também quando acontece algo de bom, venha uma cadeia de momentos bons juntos. Talvez seja porque estejamos mais receptivos a coisas boas ou ruins.
Quarta-feira retrasada, por exemplo, foi repleta de bons motivos para serem comemorados.
Estávamos fechando os últimos detalhes para o I Congresso Nacional da Juventude do PT. Correria Geral!!!
Não bastasse isso peguei meu carro novo, comprado na segunda-feira anterior, e fui assinar o contrato com a imobiliária, iria me mudar no outro dia! Na correria da organização de um evento nacional, fazer uma mudança seria o pesadelo para qualquer um.
Mas para quem estava com a mãe há uma semana juntinho e que poderia ter o colo tão gostoso do final do dia, isso era moleza!
A semana acabou com carro novo, apartamento novo, emprego novo, saudades da mamis minimizadas e com a nossa vitória no segundo turno com 52% dos votos.
A Secretaria Nacional da Juventude do PT é nossa!!!Nossa da CNB! Vitória suada!Suada de tanto trabalho, de tanta garra, de tanta força!
A festa da vitória foi linda!
Gritávamos:
"Meu presidente é Berzoini, minha secretária é Severine!"
"Mulher de garra, não tem igual!Severine Secretaria Nacional"
"O Sonho já chegou!Prepare uma avenida que a gente vai passar!"
"Pode tremer!Pode Tremer!Unificou a Juventude do PT"
e tantos outros gritos. A garganta que o diga!Fiquei três dias sem voz.
Bom, muito bom!dá até medo de desejar mais coisas!
P.S: Aos meus amigos que estavam reclamando que eu não estava escrevendo mais no blog, está aí os bons motivos da minha ausência virtual.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Moradores de Rua
Quanto aos vínculos familiares, o estudo também traz uma surpreendente informação: 52% dos entrevistados declararam que têm algum parente na cidade onde vivem. Destes, 34% mantêm contatos freqüentes com a família e 39% classificam como boa essa relação. Foi detectado também que 46% sempre viveram no município em que moram atualmente.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
"Palavras e transformação social"
*Sócrates Magno Torres
Camaçari – Bahia – Brasil
"As palavras sempre serão um grande meio de demonstrar as idéias, opiniões e sentimentos que temos sobre os diversos aspectos da vida. Podemos divertir, sensibilizar, argumentar, convencer, persuadir... Apenas com o uso das palavras.
A grande diferença da sedução, tal qual a propedêutica, está justamente no argumento do brilho nos olhos, no arrepio da pele. Conseguir transmitir, através de meios não verbais, a nossa paixão pelas idéias e ideais que defendemos com o uso eloqüente, ou não, da palavra é o grande desafio dos transformadores sociais.
Na caminhada vital, nos deparamos com pessoas, leituras, imagens e situações que acabam por forjar o nosso olhar para as coisas do mundo. Muitas vezes, temos o privilégio - ou magnetismo - de encontrar seres iluminados e participar de momentos históricos que fazem com que a compreensão da complexidade da vida seja bem menos dolorosa.
Quando estamos seduzidos, nossos olhos adquirem o poder de enxergar um espectro de cores muito mais vasto. Os sons, as escalas, se tornam bem mais harmônicos ou o oposto verdadeiro. A mente se converte em um ventre fértil para a procriação de novos e determinantes pensamentos.
No caso dos homens públicos, o grande perigo nestas ocasiões é justamente ser conduzido para uma clausura mental e exílio moral, depois ter a mente “lavada” por argumentos dogmáticos ou pela domesticidade e pragmatismo que caracterizam as relações de poder.
A diferença destes argumentos, muitas vezes convincentes, é a falta do fator contraditório, dialético. A ausência de uma discussão aprofundada, calcada em princípios deontonicos e de interesse coletivo, fazem com que a palavra se converta em uma retórica barata e vazia, que não se sustenta ao longo do tempo. O que seria libertário tornasse opressor e antidemocrático.
Estas diferenças são fragrantes quando procuramos diferenciar os conceitos de “multiplicadores” e “formadores de opinião”. Quando os primeiros agentes são os grandes defensores destas tais teses, o conjunto da sociedade permanece longe das decisões. O conceito de poder pelo poder emerge, eclipsando o brilho do que poderia ser uma vitória do povo, lançando um holofote individual para os que alimentam a sanha das vaidades.
Por outro lado, se buscarmos defender idéias em um ambiente aberto ás discussões, agregando cabeças pensantes e éticas, consegue-se chegar a um novo pensamento compartilhado e de maior interesse social. As idéias deixam de ter “dono”, os projetos saem do campo individual e passam a representar a síntese dos anseios da população. Desta maneira, conseguimos construir um diagnóstico mais preciso dos pensamentos e demandas da sociedade, que se encontram difusos subliminarmente no inconsciente coletivo.
O poder da palavra é inexorável. O grande desafio é construir um juízo de valor que nos proteja dos sofistas de plantão e dos que oportunistas que utilizam a boa fé das pessoas para construírem seus castelos de areia. O cidadão de bem necessita participar ativamente das transformações que lhe dizem respeito diretamente. Apenas assim, avançaremos para uma sociedade mais justa e igualitária."
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Rancho
Olhem o tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida, em 1 semana. É chocante.
1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares
2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares 3 - Italia: Família Manzo da SecíliaDespesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares
4 - México: Família Casales de Cuernavaca Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares
5 - Polônia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares
6 - Egito: Família Ahmed do Cairo Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares 7 - Equador: Família Ayme de Tingo Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares
8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares
9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de BreidjingDespesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares
Dá prá pensar...
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Miss Imperfeita
*por Martha Medeiros
quarta-feira, 16 de abril de 2008
O que é ser feliz?
Somente isto
Quero olho no olho,
retidão de caráter,
esperança,
alegria e
honestidade como motivo de orgulho
sexta-feira, 28 de março de 2008
Voz e Vilão trucidados
A coisa mais gostosa de fazer em Santa Maria (RS), fora estar com minha mãe e manos, é escutar uma boa mpb numa Voz e Violão. Há meses queria encontrar o "Ponto de Cinema" de Brasília.
segunda-feira, 17 de março de 2008
POA a um passo!!!!!
Agora só falta recuperar a capital gaúcha!
terça-feira, 11 de março de 2008
Me Nego

Me nego a tolerar a intimidação
Me nego a aceitar as mentiras e as calúnias
Me nego a agüentar a arrogância
Me nego a ser apática à discriminação
Me nego a deixar de ser mulher
Me nego a não ser sorridente ao menos uma vez ao dia
Me nego a perder meu sotaque gaúcho
Me nego a não lutar por tudo aquilo que acredito
Me nego a consentir as injustiças
Me nego a não ter boa vontade para ajudar alguém
Me nego não ter posição neste mundo
Me nego a não ser fiel aos meus princípios e ideais de vida
Me nego a acreditar em pessoas que uma vez foram falcatruas
Me nego a desistir dos meus sonhos
Me nego a não combater a hipocrisia
Me nego à posição de neutra em qualquer situação
Me nego a acreditar que este Brasil não pode ser uma Grande Pátria
Me nego a não ser reconhecida como brasileira
Me nego não ser apaixonada pela vida
Me nego a não ser alguém que mude as percepções sobre este mundo.
sábado, 1 de março de 2008
El Hambre es un crimen!!
Poderíamos, tranquilamente, traduzir este texto para português e trocar Argentina por Brasil. Excelente!
Ni un Pibe Menos
El Hambre es un crimen. Hay que detenerla. Sí o sí. Porque en nuestro país no faltan ni alimentos, ni platos, ni madres, ni médicos, ni maestros, faltan en cambio la voluntad política, la imaginación institucional, la comprensión cultural y las ganas de construir una sociedad de semejantes que asegure a nuestros hijos las oportunidades vitales para que puedan crecer con dignidad. Es imperativo terminar con un sistema económico -que en la mayoría de los casos- no da hijos sino hambre, que no da futuro sino Paco, que talla caricias olvidadas en cuerpos olvidados.
Niños hermosos nacen a la muerte aunque ya todos sepamos que la infancia es el principal recurso natural no renovable de nuestro país, ya que la mayoría de las capacidades humanas quedan -de alguna manera- determinadas durante los primeros años de vida cuando los niños están haciendo ahora mismo sus huesos, criando su sangre y ensayando sus sentidos.La infancia es por lo tanto la gran oportunidad de la sociedad para mejorarse a sí misma en lo biológico, en lo cultural, en lo económico, incluso en lo político.
La infancia es el terreno más fértil para sembrar inteligencia, trabajo, creatividad, justicia y democracia.Sin embargo, los niños se nos mueren de hambre por decenas cada amanecer. Se nos mueren "acabaditos de nacer" mientras los padres lloran por los días hermosos, cuando la vida era azul.
Sin una infancia sana, amasada y entera es impensable una Argentina mejor. Porque un país que mutila a sus niños es un país que se condena a sí mismo. ¿Cuánto tendrán que andar nuestros hijos pobres, para no morirse de hambre, como goteras vivas que desangra las estrellas?
Entre dolores y silencios hay una calle por donde marchan los niños hacia una primavera que se domicilia en los extremos del viento borrando de los calendarios la contribución de sangre a la acumulación capitalista.Pero nuestros PIBES vencerán porque son el golpe temible de un corazón no resuelto: Con ternura y airosos como alas.
Movimiento Nacional Chicos del Pueblo






