quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Aniversário


Aniversário, natal e primeiro de ano são datas especiais e a gente quer sempre passar ao lado de pessoas que a gente ama.

Foi assim meu aniversário deste ano. Meus amigos fizeram uma festa surpresa na sexta-feira. Gostoso demais. Vários chopps, várias risadas. Depois saimos do barzinho e fomos em um outro aniversário. Dançamos até os pés reclamarem.

Na festa o Roberto, amigo baiano, diz: "mas o teu aniversário não é hoje. É amanhã, então "o amanhã" não pode passar em branco. Vamos fazer uma moqueca em comemoração ao teu aniversário". Prontamente começamos a pensar no dia que quase se iniciava.

Casa lotada, amigos queridos. Moqueca maravilhosa, cerveja gelada, música baiana, conversas, risadas, beijos e abraços.

A Baianidade Candanga representada, 13 estados, uns dez baianos, mais de 50 pessoas. Lá pelas tantas o Roberto, presidente da baianidade candanga, começa o discurso da noite. E me empossam Diretora da Embaixada Farroupilha da Baianidade Candanga. Quanta honra.

Domingo fomos no show do Paralamas do Sucesso. Só Brasília para proporcionar estas coisas. Show lotado e gratuito. Depois do show, para arrematar, fomos no sambão da AABB. Samba e samba e um aniversário muito comemorado, animado e muito gostoso.

Obrigada amigos!Obrigada!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Até parece que é favor

Eu fico impressionada com a indiferença do atendimento nos serviços de Brasília. Nos tratam como se fizessem algum favor para nós "deixando" a gente sentar no barzinho ou se hospedar no melhor hotel da cidade, como se não pagássemos o preço.

Nos tratam como se "tanto faz, tanto fez" se estamos alí ou não, pois se não estivermos haverá outro cliente para usar os serviços. Assim dá até vontade de desejar que feche o tal buteco.

Hoje desabafei. Fazia muito tempo (muito mesmo) que não brigava com vontade com alguém. E isto nos faz bem também. Quem disse que só alegria traz felicidade?

Sou "briguenta" por natureza. E gosto muito disto em mim. Sinto falta quando fico muito tempo sem reclamar os meus direitos ou sem ter que demarcar posição sobre algum assunto.

Semana passada cortaram a luz da minha casa. A minha indignação foi tamanha, pois (muito mais graças ao meu trabalho do que à Deus) pago todas as minhas contas em dia. TODAS.

Além disso, paguei a dita conta atrasada (de 2007 e que nem sei de quem era) e solicitei a CEB - nossa CEEE gaúcha - para religar a luz.
Cheguei tarde em casa, como rotineiramente chego. E nem ventilador pude ligar. Acordei cedo, cheguei tarde.... Resumindo findaram-se três dias e os meus "congelados" boiando em água.

Depois descobri que os funcionários da CEB tinham religado a luz, mas o que estava com problema desta vez era o disjuntor. Não me interessa, dizia eu para a dona da Imobiliária. Não é problema meu. O que sei é que perdi tudo o que tinha na geladeira. O pior foi limpar tudo e suportar o cheiro de podre invadindo o ambiente.

No mínimo quero ressarcimento dos congelados, ora bolas. Quinze minutos desabafando - e ouvindo desaforo de gente que presta serviços - pra depois me ressarcirem o mínimo que gastei.

Que bom. Pelo menos fiquei mais leve, eram tantas as críticas que queria fazer à imobiliária.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Saber Voar


Falar que bom quando é pra
Sonhar faz a vida mais feliz
as estrelas que não posso tocar
Estão tão perto estão no teu olhar

Cantar que bom quando é pra ti
Ver teu sorriso também me faz sorrir
Ó estrela não deixe de brilhar
Mesmo que tão longe sei que ela está lá

E mesmo que eu não te veja
Posso sentir quando pensa em mim
É como não ver o sol
Mas ter certeza que está lá
Transformando a noite em dia
Tristezas em alegria
E aquilo que era vazio
Foi embora pra não voltar mais

Queria saber voar
Pra lá do alto poder ver você
Te ver sorrir te ver sonhar
Coisas lindas quero te dizer
E se um anjo encontrar
Eu vou pedir pra ele te proteger
Ó estrela que me faz enxergar
Que a vida é linda de viver

Chimarruts

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Que assim seja

Foi um domingo emocionante. Chorei, chorei muito. Fiquei pensando até que ponto acredito ou não em Deus e até que ponto sou "oportunista" em deixar as coisas nas mãos Dele.
Mas tem horas que a gente não sabe mais o que fazer, não vê mais caminhos, luz, solução. Então a gente diz: "Que seja o que Deus quiser" ou "Entreguei nas mãos de Deus".

Este domingo fui visitar meu pai no Centro de Recuperação, onde está internado desde o início do mês, e a tarde teve a despedida de um interno que finalizava o tratamento. Muitos depoimentos, muita emoção e muitos gritos de "Glória a Deus".

Às vezes me questiono se acredito realmente em Deus e se ele realmente existe. Mas o que sei é que de alguma forma a crença em algo superior faz com que os homens mudem, mudem a postura frente à vida. Ou, ao menos, parece que dá mais força pra seguir em frente. Fica mais leve o peso de tudo.

Não sei. O que sei é que entreguei nas mãos de Deus e seja o que Deus quiser. Se assim ele existir, tomara, rezo, penso, oro, que ele queira que dê tudo certo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cada povo tem o governo que merece


Tomara que o 53% da população santamariense não se arrependa durante estes quatro anos. Tomara mesmo. Apesar de não morar mais em Santa Maria e nem ter vontade ou perspectiva para voltar a morar na cidade, tenho familiares, amigos e muito carinho pelo coração do Rio Grande.

O que não podem negar é que o PT deixou boas heranças: R$ 138,6 milhões para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o que inclui projetos de infra-estrutura, mexer no tão esquecido Arroio Cadena - que se transformou, ao longo dos anos, em um esgoto aberto entre casas e crianças-, construção de casas populares, regularização fundiária, salário dos funcionários em dia, Centro de Eventos, Complexo Poliesportivo, Pronto Atendimentos novinhos, entre outros.

Foram oito anos vitoriosos, eu tenho orgulho de ter participado da gestão da Frente Popular que encerra o seu ciclo em dezembro deste ano.

Boa sorte, a eles e a nós.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Analfabeto Político

Posto aqui um texto muito conhecido de Bertolt Brecht, texto oportuno para contribuir nas reflexões a 5 dias das eleições municipais.
Ontem conversava com o meu irmão e dizia a ele que deveria ser considerado crime o incentivo ao voto branco. Foi tão difícil termos o direito ao voto garantido. Nós mulheres e negros foi mais suada ainda a conquista. Temos é que fazer campanha para o nosso candidato. Para o candidato que acreditamos que seja honesto, que irá realmente nos representar, que irá lutar pelos nossos direitos e anseios.
Quando dizem: "vou votar no menos pior". Aí está uma razão para incentivar novas candidaturas, novos nomes. Tem tanta gente boa na escola, na administração pública, na vizinhança, colegas de trabalho, enfim.... são estas pessoas que precisam se candidatar.
Há de depararmos com pessoas honestas e que honrem o nosso voto e a nossa representação.


"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Com Lula, tudo bem. Com o PT, também. Não é hora de aventuras.*


A nova frase da campanha de Alckmin, em São Paulo, afirmando que' com Lula tudo bem, o problema é o PT', guarda inequívoca similitude com alguns intelectuais que asseguram que há necessidade de se reconstruir a esquerda, por conta de uma suposta cooptação de movimentos sociais e da militância por parte do governo petista. Há um tipo de análise da consolidação do sistema político-partidário brasileiro que, por operar no campo estéril da lógica binária, impossibilita a compreensão da dinâmica dos partidos, seus movimentos contraditórios, suas crises e recuperações. É um tipo de raciocínio que, esbarrando em oposições excludentes, não consegue avançar para além dos sofismas, tanto à direita quanto á esquerda.

O protagonismo do Partido dos Trabalhadores incomoda tanto o campo conservador que, há anos, sentencia o fim do seu capital político, quanto certos setores de uma esquerda que mescla, em doses desiguais, oportunismo e ingenuidade.

A nova frase da campanha de Alckmin, em São Paulo, afirmando que' com Lula tudo bem, o problema é o PT', guarda inequívoca similitude com alguns intelectuais que asseguram que há necessidade de se reconstruir a esquerda, por conta de uma suposta cooptação de movimentos sociais e da militância por parte do governo petista. Judicativos, asseveram que é necessário que alguém precise continuar dizendo que a combinação de um modelo excludente com políticas compensatórias não pode ser o projeto de uma esquerda séria. O problema aqui não padece apenas de incapacidade de análise de conjuntura, mas de uma inacreditável perda de memória do passado recente.

É bom recordar que o Partido dos Trabalhadores surgiu rompendo duas tradições: não nasceu dentro do Estado ou por iniciativa dele. Pelo contrário, sua criação se dá contra o aparato estatal e possibilita uma inédita articulação entre a política e a questão social. Foi a primeira experiência bem-sucedida de uma organização que, ao contrário de conhecidos arranjos, não nasceu de cima para baixo, mas da auto-organização da classe trabalhadora, impulsionada pela esquerda católica e por uma parcela expressiva dos que participaram da luta armada contra a ditadura militar.

Mudanças de curso, necessárias para se adequar ao capitalismo pós-industrial, não configuram perda de identidade ou efetividade política. Quem não consegue compreender a diferença entre o atual governo e o anterior no que diz respeito às prioridades na utilização do poder político e fiscal do Estado, deve atribuir a popularidade do presidente a um fenômeno que mistura a dimensão do carisma com uma perda generalizada de consciência política. E isso nada mais é que indigência analítica movida por má-fé.

Imaginar que o PSOL, nascido de uma dissidência parlamentar, pudesse se constituir em um real espaço de construção dos muitos embates que a classe trabalhadora tem pela frente, só revela o perigo que o desejo, quando confundido com a realidade, pode trazer. É a demonstração cabal de como um sonho - de gente, diga-se, muitas vezes bem intencionada – pode se transformar no seu oposto. Em um udenismo que não ousa dizer o nome. 'Uma falsificação' que se apresenta como 'trincheira',' lugar de resistência.'

E o que dizer do tucanato? Outra dissidência parlamentar que, sem base sindical ou uma história de luta de seus quadros mais orgânicos, se apresentou nos anos 1980, como a 'social-democracia brasileira'. Chegando ao poder, sucateou o patrimônio público, apostou em um ambiente institucional em que o Estado garantiria a 'expectativa racional' dos possuidores de riqueza.

Vamos, de uma vez por todas, demarcar o que é o campo democrático-popular. Dele fazem parte o PT, o PC do B, PDT e PSB. O restante, em um sistema partidário cada vez mais estabilizado, está no pólo oposto, como linha auxiliar do neoliberalismo do PSDB. Com Lula, tudo bem. Com o PT, também. Não é hora de aventuras.

* Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A gente também faz cinema


Esta semana fui duas vezes ao cinema. Quando comecei a ver "Os Desafinados", de Walter Lima Júnior, pensei: "vou escrever algo sobre as maravilhas que estamos produzindo". Apesar do filme não fazer jus a muitos elogios e muito menos o "Linha de Passe", de Walter Salles, fico feliz por estarmos muito mais preparados para disputar "Oscars" e, mais ainda, por estarmos produzindo cultura com qualidade.

Lembro que em 2003 fazíamos, nós do Movimento Estudantil da UFSM, uma manifestação no Santa Maria Shopping porque o filme "O homem que copiava", de Jorge Furtado, ficou apenas dois dias em cartaz. Conversamos com a gerente das salas de cinema e ela argumentou: "Ninguém vem assistir filme brasileiro, o povo gosta de coisas de Hollywood".

Realmente o público não tinha prestigiado o filme brasileiro. Porém, as sessões não lotavam também com o "Homem-Aranha" e nem com as outras bobagens que passava na época naquelas salas. Tanto é verdade que as salas de cinema de Santa Maria chegaram a fechar as portas por vários meses no ano passado.

Hoje o cinema brasileiro é mais produzido, o áudio e as imagens são melhores e o roteiro é mais elaborado. Também, hoje se tem mais incentivo à produção cultural do que há oito anos atrás e isso é mais que verdade.

Em 2003 também foi o ano que "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, chegou ao quase Oscar. Cheguei a participar de um debate acalorado na Universidade de Udine (Itália) sobre filmes estrangeiros e um dos mais polêmicos era o nosso brasileirinho.

O que mais gosto é que os filmes fogem um pouco dos romances e das elites mostradas nas nossas novelas e retratam um pouco mais da realidade brasileira. Mas estas sim são famosas e admiradas em várias partes do mundo. Em Cuba já passou "A próxima vítima" , "Quatro por quatro" e outras tantas e são mais bem quistas que as mexicanas (que são muito aquém das nossas) que passam no Brasil.

Hoje a gente já consegue escutar: "vamos ao cinema, está passando um filme brasileiro legal". Antes quando a gente convidava para assistir um filme brasileiro era perigo perder a cia para o filme.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O homem lúcido

"O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que nunca se entusiasma com ela, assim como não teme a morte.
O homem lúcido sabe que viver e morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que a Vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um mal.

O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo.
Pode também o homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas possibilidades.

Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas. Saberá ver a beleza em tudo.
Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará.
Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido por algum desses emissários, saberá suportá-los com coragem e mansidão.

Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura.
Pairará então, sobre sua memória uma aura de bondade.
Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.

A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis.

O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento de Deus, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria.
Esta é uma cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos."

Texto Caldaico do VI século a.c.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Distância

A distância é uma coisa louca. Quem disse que amor e amizade não resistem à distância?

Hoje recebi uma ligação maravilhosa. Amigo querido!Amado!
Tenho certeza que esta amizade é ad eterno!
Relembramos as coisas vividas, as risadas, os sorrisos, as bebedeiras, contamos nossas angustias atuais, as preocupações, os sonhos, os planos, os desejos. Gostoso demais.

Esta é uma das coisas que mais gosto, que mais tenho prazer: receber ligações de entes queridos.
Certo dia, talvez já tenha escrito algo sobre isso neste blog, eram 4horas da manhã e toca meu celular a cobrar. Acordo meio “grog” de sono e me assusto, era meu irmão me ligando. Problema: foi o que pensei que fosse.

Atendo e ele diz: “Mana, é só pra te dizer que te amo e que estamos aqui eu e a Dani tomando uma cerveja e lembrando de ti! Queríamos que tu estivesse com a gente!”.
A felicidade foi tamanha que devo ter dormido a noite toda com um sorriso no rosto.

Nesta mesma semana meus amigos de Santa Maria me ligaram a noite: “Jê, estamos todos aqui escutando uma MPB e tomando uma cervejinha!Está tocando a tua música e lembramos de ti! Só falta tu!”

Tem coisa melhor que isso?Não! Ou melhor, tem sim. Melhor que sentir saudades e escutar que sentem a nossa falta é matar a saudade de todos.

Saudades, saudades, saudades!Saudades dos meus amigos de longe!!!

E agora?


O telefone toca várias vezes, vejo as ligações 4 horas depois. Madrugada, como retornar alguém com a idade avançada que possui às 3horas da manhã?
Mas e se fosse algo urgente?e se tivesse morrido alguém? Ou alguém-querido estivesse precisando de ajuda?

Enfim, retorno no dia seguinte. Preocupação confirmada. É de ajuda que precisa.

Ligo, converso, pede ajuda, choro e choro, palavras de consolo, palavras de carinho, pedidos de desculpas, soluços, silêncio, então: “vêm pra cá?”.

Desligo o telefone, caio no choro. E se? E se? Mas e se?E agora?
Será que não vou me arrepender depois?Será que vou conseguir? Será que dou conta?
Várias perguntas sem respostas!

Olhos molhados, mente a mil, mãos que tremem, coração que aclama, que aperta, que torce, que reza, que espera, que acredita, que tem fé.

Noite mal dormida, sono que não vem. Pensamento nas tantas possibilidades, soluções e principalmente no problema.

Passado uma semana, acordo confiante. Vai dar certo. Vai ser difícil? Talvez!Mas vai dar certo!

Se não fosse para dar certo com certeza não teria tocado meu celular aquela noite.

Fale Conosco

Responder um “Fale Conosco” é uma experiência diferente. Percebemos que as dúvidas, anseios e críticas são quase sempre as mesmas. Porém, também percebemos as diferenças regionais e culturais que o nosso país possui.
Estas dúvidas muitas vezes são inocentes, para não dizer, óbvias, outras intrigantes, outras renovadoras, outras inovadoras e ainda tem aquelas engraçadas e até umas revoltantes se apresentam.

Uma vez lendo aqueles e-mail’s/piadas enviadas por amigos, dei muita risada quando o cara contava sobre as visitas e assessorias técnicas que prestava na área de informática.
Esta semana mudei de sala e tiveram que configurar meu computador novamente na impressora. Já tinham configurado e eu na correria do cotidiano do trabalho não conseguia imprimir. Chamei o técnico de maneira “urgente”, como quase todos os e-mails’s que leio e respondo do Fale Conosco.
Chega o técnico em minha sala, liga a impressora e me solicita para “tentar” imprimir novamente. Me senti dentro da piada contada pelo técnico do e-mail recebido por amigos.
Nestas horas a gente percebe o quão boba, desligada ou, porque não dizer, ignorante que podemos ser. Ignorante no sentido de ignorar, de não ter conhecimento da questão, não no sentido de ser estúpido.

Hoje li um e-mail de um senhor do norte e ele pedia urgentemente por informações que já estão disponíveis no site do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral do Partido dos Trabalhadores) há meses. Ele escrevia vosseis para vocês, veriadoura para vereadora, mandaci para mandassem, acina para assina. Confesso que dei risada de seus erros e depois me envergonhei por ter rido da simplicidade do Senhor de 73 anos.

E neste complexo todo de tecnologia e internet a gente vai tentando mudar o mundo.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Quero o cheiro de fruta madura!

Cheguei em casa e percebi que as frutas compradas pela minha mãe, há um mês, estavam ainda em quase perfeito estado. Triste. As frutas não têm mais o gosto de antes. Nem o prazer da lembrança pelo gosto e pelo cheiro não podemos mais sentir.

Na minha infância subia nas árvores da casa do meu avô para pegar as goiabas mais maduras que conseguia alcançar. Apanhava apenas as que ia comer ou que daria aos meus irmãos e primos, pois logo as goiabas (vermelhas ou brancas) apodreciam e enfestavam todo o ambiente em que as depositava.

Hoje as frutas murcham até o limite das sementes e não cheiram - como dizia meu irmão pequeninho: "não tem mais o cheiro do fedor".

Era goiaba, laranja, pêra e maça. Todas murchas e sem cheiro na cesta.

Quero o cheiro de frutas maduras novamente!

Ponto para a pontuação!

Show da língua portuguesa!

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta.Escreveu assim:"Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta Do padeiro nada dou aos pobres."Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga aConta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aConta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez estainterpretação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga aConta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.E isso faz toda a diferença... '

terça-feira, 3 de junho de 2008

Saudades a gente só tem de quem a gente gosta!


Quando era criança, um dos meus maiores prazeres era sentar no colo do meu avô ou padrinho e ficar passando a mão na barba deles. Até hoje meus olhos brilham quando passo a mão na barba rala do João Marcos, meu maninho amado.

Saudades......

Ás vezes acho que a minha maior inspiração - se é que ela existe - para escrever textos neste blog é a saudade. Saudade da minha terra, da minha mãe, dos meus manos, dos meus amigos gaúchos.

Mexendo nas saudades neste domingo, olhei muitas fotos. Peguei a caixa das fotos antigas e chorei. Chorei de saudades e chorei de felicidade por ter vivido tanta coisa boa.

Não resisti e fiquei horas montando uma do lado da outra até ficar uma só história, uma só memória. Eu bebê no colo do vô, começando a caminhar, brincando com meus irmãos, cuidando da minha priminha Lari, fazendo quinze anos, no trote da faculdade, no intercâmbio da Itália, no Projeto Rondon de Pernambuco, no bloco da Ivete no Pré-carnaval de Aracaju, nos churrascos e piscinas com meus amigos da faculdade, fotos de toga na formatura, da minha vó com 80 anos, da minha mãe comemorando os seus 50, no casamento do meu primo Igor, do James cabeludo, do James carequinha, do João Marcos na formatura.....

Fiz uma montagem e coloquei em uma moldura linda, tão linda quanto a história que foi montada em fotos. Esta vai embelezar a parede do apartamento e preencher os espaços vazios que a saudade vai deixando. Mas como diz a música do Peninha: "Ter saudade até que é bom. É melhor que caminhar vazio"

E como eu sempre digo: "Saudade a gente só tem de quem a gente gosta!"

Saudades, saudades!

Cuidado com seus desejos: eles podem se realizar!

Quarta-especial!
Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo.

A gente comenta que quando acontece alguma coisa ruim vem várias juntas. Quem sabe....

Quem sabe também quando acontece algo de bom, venha uma cadeia de momentos bons juntos. Talvez seja porque estejamos mais receptivos a coisas boas ou ruins.
Quarta-feira retrasada, por exemplo, foi repleta de bons motivos para serem comemorados.

Estávamos fechando os últimos detalhes para o I Congresso Nacional da Juventude do PT. Correria Geral!!!
Não bastasse isso peguei meu carro novo, comprado na segunda-feira anterior, e fui assinar o contrato com a imobiliária, iria me mudar no outro dia! Na correria da organização de um evento nacional, fazer uma mudança seria o pesadelo para qualquer um.

Mas para quem estava com a mãe há uma semana juntinho e que poderia ter o colo tão gostoso do final do dia, isso era moleza!

A semana acabou com carro novo, apartamento novo, emprego novo, saudades da mamis minimizadas e com a nossa vitória no segundo turno com 52% dos votos.

A Secretaria Nacional da Juventude do PT é nossa!!!Nossa da CNB! Vitória suada!Suada de tanto trabalho, de tanta garra, de tanta força!

A festa da vitória foi linda!

Gritávamos:
"Meu presidente é Berzoini, minha secretária é Severine!"
"Mulher de garra, não tem igual!Severine Secretaria Nacional"
"O Sonho já chegou!Prepare uma avenida que a gente vai passar!"
"Pode tremer!Pode Tremer!Unificou a Juventude do PT"

e tantos outros gritos. A garganta que o diga!Fiquei três dias sem voz.

Bom, muito bom!dá até medo de desejar mais coisas!

P.S: Aos meus amigos que estavam reclamando que eu não estava escrevendo mais no blog, está aí os bons motivos da minha ausência virtual.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Moradores de Rua


Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) revela que os moradores de rua não é composta por "mendigos" e "pedintes". De acordo com a pesquisa, apenas 16% dessas pessoas pedem dinheiro para sobreviver. 59% afirmaram ter profissão, principalmente relacionada à construção civil, ao comércio, ao trabalhado doméstico e ao serviço de mecânica. Dos entrevistados, 48% disseram que nunca tiveram a carteira de trabalho assinada.

Quanto aos vínculos familiares, o estudo também traz uma surpreendente informação: 52% dos entrevistados declararam que têm algum parente na cidade onde vivem. Destes, 34% mantêm contatos freqüentes com a família e 39% classificam como boa essa relação. Foi detectado também que 46% sempre viveram no município em que moram atualmente.

O levantamento identificou uma predominância masculina (82%) entre as pessoas que vivem na rua. A maior parte, 53%, entre 25 e 44 anos, sendo que 30% se declararam negros, índice bem acima da média nacional, que é de 6,2%. Já o percentual dos que se consideram brancos é de 29,5% (54% entre o conjunto dos brasileiros).
Em relação à freqüência à escola, o levantamento mostra que 95% não estudam atualmente. Do universo pesquisado, 74% sabem ler e escrever, mas 63,5% não concluíram o ensino fundamental. A renda, na maioria dos casos, varia de R$ 20 a R$ 80 semanais.

Os problemas causados pelo alcoolismo e as drogas são apontados por 35,5% dos entrevistados como o principal motivo para passar a viver na rua. O desemprego, com 30% das citações, e os conflitos familiares, com 29%, compõem o quadro de razões que os levam a viver nas ruas.

Segundo o MDS essa é a primeira iniciativa nacional de identificação dos problemas e das dificuldades da população que vive em situação de rua e que, com base nos resultados da pesquisa, pretem aprimorar a proposta de política nacional voltada para esse público, articulando ações juntamente com outros ministérios.

Fonte: Assessoria de Comunicação

quinta-feira, 1 de maio de 2008

"Palavras e transformação social"

*Sócrates Magno Torres

Camaçari – Bahia – Brasil

"As palavras sempre serão um grande meio de demonstrar as idéias, opiniões e sentimentos que temos sobre os diversos aspectos da vida. Podemos divertir, sensibilizar, argumentar, convencer, persuadir... Apenas com o uso das palavras.

A grande diferença da sedução, tal qual a propedêutica, está justamente no argumento do brilho nos olhos, no arrepio da pele. Conseguir transmitir, através de meios não verbais, a nossa paixão pelas idéias e ideais que defendemos com o uso eloqüente, ou não, da palavra é o grande desafio dos transformadores sociais.

Na caminhada vital, nos deparamos com pessoas, leituras, imagens e situações que acabam por forjar o nosso olhar para as coisas do mundo. Muitas vezes, temos o privilégio - ou magnetismo - de encontrar seres iluminados e participar de momentos históricos que fazem com que a compreensão da complexidade da vida seja bem menos dolorosa.

Quando estamos seduzidos, nossos olhos adquirem o poder de enxergar um espectro de cores muito mais vasto. Os sons, as escalas, se tornam bem mais harmônicos ou o oposto verdadeiro. A mente se converte em um ventre fértil para a procriação de novos e determinantes pensamentos.

No caso dos homens públicos, o grande perigo nestas ocasiões é justamente ser conduzido para uma clausura mental e exílio moral, depois ter a mente “lavada” por argumentos dogmáticos ou pela domesticidade e pragmatismo que caracterizam as relações de poder.

A diferença destes argumentos, muitas vezes convincentes, é a falta do fator contraditório, dialético. A ausência de uma discussão aprofundada, calcada em princípios deontonicos e de interesse coletivo, fazem com que a palavra se converta em uma retórica barata e vazia, que não se sustenta ao longo do tempo. O que seria libertário tornasse opressor e antidemocrático.

Estas diferenças são fragrantes quando procuramos diferenciar os conceitos de “multiplicadores” e “formadores de opinião”. Quando os primeiros agentes são os grandes defensores destas tais teses, o conjunto da sociedade permanece longe das decisões. O conceito de poder pelo poder emerge, eclipsando o brilho do que poderia ser uma vitória do povo, lançando um holofote individual para os que alimentam a sanha das vaidades.

Por outro lado, se buscarmos defender idéias em um ambiente aberto ás discussões, agregando cabeças pensantes e éticas, consegue-se chegar a um novo pensamento compartilhado e de maior interesse social. As idéias deixam de ter “dono”, os projetos saem do campo individual e passam a representar a síntese dos anseios da população. Desta maneira, conseguimos construir um diagnóstico mais preciso dos pensamentos e demandas da sociedade, que se encontram difusos subliminarmente no inconsciente coletivo.

O poder da palavra é inexorável. O grande desafio é construir um juízo de valor que nos proteja dos sofistas de plantão e dos que oportunistas que utilizam a boa fé das pessoas para construírem seus castelos de areia. O cidadão de bem necessita participar ativamente das transformações que lhe dizem respeito diretamente. Apenas assim, avançaremos para uma sociedade mais justa e igualitária."

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Rancho

Olhem o tamanho da família, a dieta alimentar de cada país, a disponibilidade de alimentos e a despesa com comida, em 1 semana. É chocante.

1 - Alemanha: Família Melander de Bargteheide.Despesa com alimentação em 1 semana: 375.39 Euros / $500.07 dólares



2 - Estados Unidos da América: Família Revis da Carolina do Norte Despesa com alimentação em 1 semana: $341.98 dolares

3 - Italia: Família Manzo da SecíliaDespesa com alimentação em 1 semana: 214.36 Euros / $260.11 dolares

4 - México: Família Casales de Cuernavaca Despesa com alimentação em 1 semana: 1,862.78 Pesos / $189.09 dólares

5 - Polônia: Família Sobczynscy de Konstancin-Jeziorna Despesa com alimentação em 1 semana: 582.48 Zlotys / $151.27 dólares



6 - Egito: Família Ahmed do Cairo Despesa com alimentação em 1 semana: 387.85 Egyptian Pounds / $68.53 dólares

7 - Equador: Família Ayme de Tingo Despesa com alimentação em 1 semana: $31.55 dólares

8 - Butão: Família Namgay da vila de Shingkhey Despesa com alimentação em 1 semana: 224.93 ngultrum / $5.03 dólares


9 - Chade: Família Aboubakar do campo de refugiados de BreidjingDespesa com alimentação por semana: 685 Francos / $1.23 dólares


Dá prá pensar...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Miss Imperfeita


Para completar as reflexões do "ser ou não ser" desta semana e porque me identifiquei com a crônica .

*por Martha Medeiros

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada,não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ire vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.